Just my 2 cents

Terça-feira, Abril 18, 2006

Evolução ou Regressão?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...

Belas férias, estas, agora finadas. Calmaria, descanso, meditação e transformação são os vocábulos que melhor explicam a significação das vivências que experimentei. O mesmo é dizer que passei as férias (quase) todas sem fazer absolutamente nada. O que constitui, de resto, a minha actividade favorita.

No entanto, denotai naquele "transformação" e naquele "(quase)" a que eu recorri. E não, isto não constitui uma qualquer gralha ou tão pouco uma infeliz escolha vocabular. Assim, como já tinha previsto no post anterior, submeti-me a uma espécie de metamorfose, tanto do ponto de vista físico como psicológico. Desde já de salientar o relevantíssimo facto de eu ter crescido mais cerca de 0,3cm. Mas as abismais diferenças não se ficam por aqui. Podem constatar isso mesmo analisando o seguinte clássico comparativo que elaborei - um belo de um "Antes e Depois", bem ao estilo das televendas:

Antes / Depois

Claro que, como seria de esperar, as principais mudanças verificaram-se a nível intelectual. De facto, estou agora ainda mais idiota e presunçoso. Um gabarola nojento, convenhamos. Para além disto, de salientar que hoje esqueci-me do estojo em casa, o que é sempre uma grande maçada.

Antes de terminar a postagem, não posso deixar de fazer uma pequena homenagem a um grande actor que sucumbiu ante dois eucaliptos, o Francisco Adam. Ele interpretava o meu herói, o grande Dino na telenovela "Morangos com Açúcar". Proporcionou-me muitos momentos de lazer, ri-me muito com a sua actuação e foi uma pena que tenha partido desta maneira...

...até porque não pôde aproveitar os lucros que fez no seu último spot publicitário:

Sensodino

Sou um sujeito muito ruim.


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Quarta-feira, Março 29, 2006

Tá de chuva...

Estes períodos chuvosos que intercalam dias de Sol põem, inevitavelmente, em causa toda e qualquer teoria algébrica e/ou geométrica elaborada por Descartes, grande matemático e filósofo do séc. XVII.
Gonçalo Ferreira, 29-03-2006

Este magnífico excerto, escrito por alguém há cerca de alguns minutos, simboliza de modo perfeito uma conjuntura sofista cujo propósito maior é a miscelânea perceptiva. De facto, a estupidez pura que a frase em si encobre, conduz muito boa gente a uma ambiguidade inequívoca. Isto tudo para chegar onde? A absolutamente lado nenhum. Apenas tive este pensamento enquanto fazia os trabalhos de casa de Matemática e apeteceu-me partilhá-lo. Sou boa pessoa, portanto.

Mudando de assunto para algo mais trivial, posso anunciar que as férias estão mesmo aí a rebentar. Espero que tenham gostado desta metáfora de espírito jovial, porque eu detestei. Em todo o caso, decidi submeter-me a uma verdadeira metamorfose durante o repouso, tanto do ponto de vista físico como espiritual. Espero tornar-me mais maduro, circunspecto e responsável com esta transformação. Isto para além, claro, de arranjar finalmente uma gaja. Depois posto o belo do "antes e depois" bem ao estilo das televendas, para melhor poderem avaliar esta minha pequena mudança. Só a título de exemplo:

Antes-Depois

Falando mal de alguma coisa, não gostei do regresso do Gato Fedorento. As ideias gerais dos sketches, apesar de algo repetitivas, não estavam más. O que estragou realmente o programa foi a péssima produção que a RTP levou a cabo. Mas, considerando que vejo os Morangos com Açúcar, quem sou eu para criticar qualquer conteúdo televisivo pela sua (falta de) qualidade? Deixo-vos com esta pequena pergunta retórica para trabalharem as poderosas forças do pensamento. Espero que façam bom uso dela.

Ainda no capítulo da estupidez, que mania é esta que certa e determinada gente rude tem de dar um uso terrível às expressões de carácter meteorológico? Expressões como "Tá de chuva" ou "Faz Sol" indignam certamente qualquer prezador da Língua Portuguesa. Tudo bem, tudo isto é perfeitamente despropositado, mas são coisas que um gajo percepciona quando viaja por intermédio de transportes públicos.

Esperem então por novidades nos próximos dias. No entanto, durante a expectativa a que se vão, irresponsavelmente, acometer, atentai nos seguintes ditos populares:

"Quem espera sempre alcança."
"Quem espera desespera."

Isto quase que dá um ar intelectual e filosófico ao blog, não acham?


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Quinta-feira, Março 23, 2006

Oi?

Olá a todos. Lembram-se de mim? Não? Pois, bem me parecia. Já lá vai um tempito, é verdade...

Bem, numa tentativa de vos refrescar a memória, posso-vos dizer que sou aquele gajo que tem a mania de mandar postas de pescada acerca de certo assuntos, de forma perfeitamente arbitrária e gratuita. Tenho também a excentricidade irritante de tentar escrever caro, para que quem, eventualmente, tente ler esta página, não consiga descortinar a pobreza de espírito que ocupa a minha alma (ou, pelo menos, dificultar essa tarefa).

Agora que certamente já saberão quem sou, de facto, eu, deverão estar a perguntar-se porque raio decidi manter este blog vivo (se não se estiverem a perguntar, perguntem-se). Bem, digamos que fui pressionado por acção divina, em troca de certos benefícios posteriores.
Ora, exactamente por estar a escrever pressionado, não conjecturei realmente um argumento para aqui expor e defender de forma não fundamentada, como é habitual. Com tal, torna-se difícil criar um texto de qualidade humorística a roçar o "aceitável", de forma a continuar a atrair a restrita elite de leitores deste espaço.

De facto, o único tema passível da minha moderação libertina que percorre, neste momento, o meu pensamento, é as sempre surpreendentes pela negativa canções de Sérgio Godinho. No entanto, estas detestáveis melodias são adoradas por quase toda a gente, o que me impede de produzir as minhas habituais piadas fáceis e de inteligência reduzida relativas a este assunto. Isto porque temo com grande pertinácia a capacidade de odiar antropológica. Sou um mariquinhas pé-de-salsa, portanto.

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Despeço-me pois, por agora, por não ter assunto para divagar. No entanto espero ter, de algum modo, quebrado o jejum em que este blog se havia envolvido. Ok, não escrevi nada de verdadeiramente relevante, mas sempre serviu para marcar presença.

Já agora, duas dicas: Apreciem uma boa música carregando aqui (depois ainda têm que carregar no rectângulo clicky) e votem na poll.


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Domingo, Fevereiro 19, 2006

Em prol da liberdade de expressão...

...eis que surge isto:

http://4d1ct3d.blogspot.com


Vou, nesta dissertação, tentar arquitectar o primeiro post verdadeiramente sério no meio das inumeráveis parvoíces que este blog alberga. Talvez devido à circunspecção que o assunto que escolhi abordar impõe, talvez para quebrar a monotonia em que o blog se tem envolvido, o que é certo é que vou exortar o mais equitativamente possível.

Assim, vou tentar construir um texto imparcial, não cedendo a certas ideias estereotipadas na minha mente por acontecimentos como o 11 de Setembro ou o 11 de Março e pela violência, pela destruição, pela opressão e intolerância que o fundamentalismo islâmico prescreveu recentemente no mundo. Até porque também o ocidente foi já dominado por dogmas e crenças religiosas, pela coacção moral e pela intransigência, quando a Santa Inquisição detinha o poder. Felizmente esse tempo já lá vai, e a civilização ocidental desenvolveu-se em torno da democracia, construindo a mais livre, a mais justa e a mais predisposta ao aperfeiçoamento das sociedades. Só na civilização ocidental é que a exigência moral da liberdade é amplamente reconhecida e posta em prática. No entanto, quando a imposição liberal da civilização ocidental se revela reciprocamente oposta às crenças religiosas e dogmas do mundo islâmico, o desfecho é inevitavelmente funesto.

Como é do conhecimento público, 12 caricaturas ilustrativas de Maomé, ícone supremo da religião muçulmana, foram publicadas no jornal dinamarquês Jyllands Posten, levando a um reavivar do mais antigo dos conflitos, o choque civilizacional das culturas ocidental e oriental. Desta vez está em causa um conflito directo entre a tolerância religiosa e a liberdade de expressão. Por um lado, temos os muçulmanos, alegando que a ridicularização de que o seu profeta, Maomé, foi alvo, constitui um atentado perfeitamente gratuito aos seus valores e crenças, numa tentativa desrespeitosa de desacreditar os ideais islâmicos. Por outro lado, os europeus invocam a liberdade, ponto fulcral dos direitos humanos, para justificar, de algum modo, a publicação das badaladas caricaturas.

Certo é que, considerando a situação de tensão que se faz sentir entre o mundo ocidental e o mundo oriental, aprestamo-nos que não foi utilizado o bom senso na decisão de publicar os cartoons de Maomé. No entanto, assim como os muçulmanos detêm o poder legítimo de sentirem-se ofendidos com o sucedido, também aqueles que não se servem do bom senso têm o direito à tolerância. Assim, penso que as exigências de pedidos de desculpa que alguns países islâmicos ostentaram ao Estado dinamarquês pelas acções de um jornal independente, se revelam totalmente ilegítimas. Ilegítimo também, é o comportamento que os radicais islâmicos (que não são, aparentemente, tão poucos quanto isso) demonstraram em resposta às caricaturas, provocando a desordem, numa onda de violência, de destruição e de ameaças à integridade e ao património europeus. Ou será que se pode aceitar que uma ofensa seja rastilho de violência? A resposta é claramente não.

Curiosa foi a atitude melindrosa que algumas opiniões públicas tomaram relativamente a toda esta situação, acedendo às imposições islâmicas por apreensão às represálias de que a Europa poderia ser vítima do ponto de vista económico e diplomático, ou mesmo por estar a habilitar-se a ser vítima de mais um atentado terrorista em nome de Ala. A partir do momento em que se aceita a censura infligida por indivíduos cujas crenças religiosas se baseiam numa norma moral escrito há mais de 600 anos, renega-se o mais básico dos direitos, aquele de que tanto nos orgulhamos de defender e praticar - a liberdade. Era de esperar que o Ocidente se mantivesse unido e suprimisse rapidamente este problema. Surpreendentemente, tal não se veio a verificar. Fala-se muito na chamada intolerância religiosa. Mas será que essa intolerância é de quem publica os cartoons ou de quem os quer abolir?

Apesar de baptizado como cristão, considero-me como sendo ateu. No entanto, respeito a susceptibilidade religiosa dos demais, por mais paradoxais que estas me possam parecer. Mas, por acreditar nos valores que me foram incumbidos, entre os quais a liberdade, não posso condenar quem brinque com a religião, com a orientação sexual das pessoas, com um clube de futebol à descrição, ou com o que quer que seja, porque, como já referi anteriormente, a falta de melindre também tem direito à existência.

Bem, esta é a opinião de um miúdo europeu com pouca experiência de vida e pouca cultura ainda. Uma opinião facciosa? Provavelmente. Dissonante? É possível que sim. No entanto, é uma opinião livre. Escrevo neste espaço porque é essa a minha vontade, assim como só lê isto e concorda ou não comigo quem quiser. É por isso que amo o mundo ocidental, por este me conceder a possibilidade de fazer ou não qualquer coisa por livre arbítrio da minha mente, dentro, claro, dos limites impostos pela lei.


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Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Dia dos namoricos

Saudações jovenzinhos. Desenganem-se aqueles que pensam que sucumbi ante uma doença morredoira. Regressei finalmente das férias não anunciadas em que me incumbi para vos brindar com mais uma crónica peculiarmente elaborada por essa pessoa que sou, de facto, eu.

Não posso postergar a crescente afectividade que tenho ao dia 14 de Fevereiro. Recordo, aliás, com saudade a minha infância, o tempo em que associava esta data a uma mera trivialidade. Uma banalidade com tirar macacos do nariz ou roer as unhas, sem qualquer espécie de relevância em relação aos demais dias. Era um dia em que jogava à bola, andava em correrias desvairadas e fazia trabalhos manufacturados maricas relativos a S. Valentim contra a minha própria vontade. Bons velhos tempos, em que não me via envolvido nas habituais pressões amorosas. Não perceberam? Não faz mal que eu explico no próximo parágrafo.

Um belo exemplar de um postal por mim elaborado há cerca de 7/8 anos

No limiar da maturidade é, segundo consta, natural a chegada de certas coações adolescentes. Uma das obrigações a que qualquer adolescente se subjuga é a necessidade de "andar de namoro". Esta situação é inegável, assim como é inegável o aviguramento que a chegada do chamado dia dos namorados traz a esse dever moral que é o namorar. Claro que eu, enquanto comum adolescente de coração desocupado (ou será que não?), também me deixo enredar por este conluio. Pois é, também eu sinto os efeitos devastadores provocados por todo o clima que pseudo-amores eternos, chocolates Baci e poemas saloios criam. Felizmente, o facto de eu ser um caso perdido no engate de fêmeas, atenua essa preocupação, essa tal pressão amorosa que referi em cima.

Outra situação chata deste dia de S. Valentim em particular foi o facto de ter calhado numa terça-feira. Ora isso traduz-se em dores no rabo, resultado das cerca de 7 horas que passo sentado nas cadeiras rudes que a escola que frequento disponibiliza aos seus utentes. É que, parecendo que não, aqueles assentos de pau ainda aleijam.

Poderia agora acabar esta pequena sátira que com um lindo poema da minha autoria, englobando o tema "Amor". No entanto, não o vou fazer pois isso comprometeria, decerto, a minha virilidade. Vou-me limitar a enxertar a minha habitual autenticação:


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(E que autenticação estilosa, diga-se)